Na pré-história,
muito antes da língua falada,
ou escrita,
usávamos nosso corpo para falar.
Para que cada informação fosse compreendida,
quem desejava falar
tinha de se esforçar em ser entendido.
Tinha de fazer o destinatário SENTIR qual era a mensagem.
Era uma linguagem com muito mais problemas de interpretação que a escrita,
por não possuir qualquer dicionário,
tratado ou acordo.
Porém, é estimado que,
no modo mímico de se expressar,
os sentimentos eram mais fáceis de se entender.
Num mundo mímico,
você não teria qualquer dúvida se gosta da sua tarefa diária,
ou se alguém te ama,
pois sua leitura corporal é afiadíssima.
No entanto,
só pare e pense
no quão difícil é para uma pessoa madura,
em nossa sociedade,
acreditar que alguém a ama,
quando visualiza um “eu te amo” em uma tela de celular…
Iniciar outros meios de linguagem
nos possibilitou buscar a precisão de interpretação.
Porém, tudo é uma faca de dois gumes,
quanto mais se aprimora a linguagem como é hoje,
mais se distancia do mundo primitivo,
repleto de emoções e sentimentos bem expressos.
É um eterno mistério quantas emoções e sentimentos já existiram,
e que perdemos,
por sermos incapazes de traduzi-los a esse novo jeito de se expressar.
Talvez se chegue o dia que sequer existam sentimentos…
